PROGRAMA

JASMINE FLOWER

Canção Chinesa. Arranjo para quarteto de cordas


L.V. BEETHOVEN

Quarteto para cordas nº 15 em lá menor, Op. 132


J. BRAHMS 

Quarteto para cordas nº 2 em lá menor, Op. 51

SOLISTA CONVIDADO

ROY

SHILOAH

Violino

O violinista virtuoso Roy Shiloah é uma das grandes sensações internacionais do violino. E, por seu talento incomum, recebeu sucessivas bolsas de estudo da Fundação América -Israel a partir de 1978. Ganhou diversos prêmios, entre eles, o primeiro prêmio na competição François Shapira (1992) e foi vencedor da Competição Clairmon em Israel (1991, 1992).

Estudou com o professor Haim Taub e com apenas 12 anos ele fez sua estreia como solista com a Orquestra Filarmônica de Israel com o maestro Zubin Mehta, sendo convidado novamente por diversas vezes, incluindo uma atuação junto com Isaac Stern. Atuou também como solista da Sinfônica de Londres, a Real Filarmônica de Flandres, as orquestras das Rádios de Berlim e Frankfurt, a Orquestra de Câmara de Saint Paul (junto com Pinchas Zukerman e Shlomo Mintz) e a Orquestra Filarmônica de Sofia e Sinfônica de Duisburg. Já se apresentou nas mais importantes salas de concertos do mundo todo e é convidado frequentemente para participar de prestigiosos festivais.

Shiloah é um dos membros fundadores do Jerusalém Trio, com apresentações na Europa, Estados Unidos, América do Sul, Austrália e Ásia. Além disso Roy faz parte do corpo docente da Academia de música e dança de Jerusalém.

TRIO SOLISTAS

PABLO

DE LEÓN 

Violino

HORACIO

SCHAEFER 

Viola

ROBERTO

RING

Violoncelo

Comemorando em 2019 dezoito anos de atividades, este time de peso do cenário da música clássica brasileira reúne o violinista Pablo de León (spalla da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo), o violista Horácio Schaefer (chefe do naipe das violas do Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo) e o violoncelista Roberto Ring.

 

Juntos desde 2001, o grupo já ultrapassou a incrível marca de mais de 600 concertos realizados no Brasil. Além disso o grupo representou a Brasil em concertos na Argentina e Chile, em concertos prestigiosos na Série Llao Llao no Alvear em Buenos Aires, no Festival Internacional de Ushuaia e na Fundação Beethoven de Santiago Já receberam convidados do mundo todo, entre eles os clarinetistas Antony Pay (Inglaterra), Michel Lethiec e Romain Guyot (França); os violinistas Ilya Gringolts (Rússia), Régis Pasquier (França), Hagai Shaham e Roy Shiloah (Israel), Isabelle van Keulen (Holanda), Cármelo de los Santos e Cláudio Cruz (Brasil), e os pianistas Roglit Ishay (Israel), Emmanuel Strosser, Cristian Budu (Brasil) entre outros.

 

Juntamente com o pianista francês Emmanuel Strosser gravaram arranjo de 1805 feito por Ferdinand Ries da Sinfonia Eroica de Beethoven.

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LUDWIG VAN  BEETHOVEN

Irineu Franco Perpétuo é um tradutor e jornalista brasileiro especializado em literatura russa e em música clássica, sendo um dos principais colaboradores da Revista Concerto, além de importante entusiasta da literatura russa e da cultura musical clássica da cena paulistana.

POR

IRINEU FRANCO PERPETUO

Quando o alemão Ludwig van Beethoven (1770-1827), em 1801, aos 31 anos de idade, publicou seus primeiros quartetos de cordas (os seis Op. 18), a prática de escrever para dois violinos, viola e violoncelo ainda era relativamente recente. Pois habitualmente se atribui a paternidade do quarteto de cordas ao austríaco Joseph Haydn (1732-1809), professor de Beethoven, que estava vivo e ativo quando o ilustre pupilo compôs suas obras iniciais no gênero.

Se Haydn é considerado o “pai” do quarteto de cordas (não propriamente inventando a forma, mas estabelecendo o paradigma que seria seguido pelas gerações subsequentes de compositores), Beethoven revolucionou-o decisivamente. Como fez em quase todos os campos a que se dedicou (e especialmente nas sinfonias e sonatas para piano), o músico de Bonn deixou um robusto conjunto de 16 quartetos que dilatou incomensuravelmente a

ambição, o escopo e a complexidade da escrita para a formação.

Dentro da revolução beethoveniana, os últimos quartetos de cordas ocupam um lugar especial. Depois de compor a Nona Sinfonia, em 1824, Beethoven dedicou os dois anos e meio que lhe restavam de vida quase que exclusivamente à composição de quartetos:

Op. 127, Op. 130, Op. 131, Op. 132, Op. 135 e Grande Fuga (Op. 133). Como se, após a sinfonia extrovertida e monumental, com uma grande mensagem pública de congraçamento da humanidade, o compositor agora precisasse se voltar para si mesmo.

Isolado do mundo pela barreira da surdez, Beethoven tomava o caminho da experimentação, da pesquisa de linguagem, criando obras visionárias que uniam a mais elevada especulação intelectual à expressividade mais profunda e pessoal. 13º quarteto de Beethoven pela ordem de composição, e 15 o pela de publicação, o Op. 132 faz parte da trinca que o compositor escreveu a pedido do príncipe russo Nikolas Galitzin. Extremamente compensadora do ponto de vista artístico, a encomenda de Galitzin revelou-se prejudicial do ponto de vista financeiro: após enviar um adiantamento ao compositor, o fidalgo só pagaria a conta a Karl, sobrinho do músico, 25 anos após o falecimento de Beethoven, em 1852. Em cinco movimentos (em vez dos quatro que eram convencionais naquela época), a obra estreou em 1825, em Viena. Se algumas criações tardias de Beethoven escaparam à compreensão de seus contemporâneos, e só foram entendidas pela posteridade, essa teve aceitação imediata: há relatos de gente chorando na estreia, e o êxito foi tamanho que uma nova performance foi marcada, dois dias depois. Em uma obra-prima desse quilate, é difícil escolher um pedaço ou trecho de maior relevância.

 

Não parece despropositado afirmar, contudo, que o centro de gravidade do quarteto é seu terceiro e mais longo movimento, intitulado Heiliger Dankgesang eines Genesenen an die Gottheit, in der lydischen Tonart (Sagrada canção de ação de graças à divindade, em modo lídio).

 

Se esse trecho tem um  personagem, é o próprio Beethoven, convalescendo de uma doença. Para não deixar dúvidas do caráter confessional da obra, o compositor coloca, em meio ao hino solene e etéreo, episódios alegres de dança, que ele chama de Neue Kraft fühlend (Sentindo força nova). Debruçando-se sobre uma experiência pessoal e individual, Beethoven soube transfigurá-la em um artefato estético de caráter universal, e infundir em todos os ouvintes de seu quarteto o júbilo da força nova que o invadia com a convalescença. O Quarteto Op. 132 é uma obra restauradora.

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