Ministério da Cidadania e Petrobras

apresentam

SCHUBERT

RAVEL

 

SÃO CARLOS

21

JUNHO

20h00

 S E X

TEATRO MUNICIPAL 

SÃO CARLOS

 

Entrada Gratuita

Retire seu ingresso 1 hora antes do espetáculo

Regis Pasquier e Trio Solistas

SCHUMANN

MOZART

 

ARTUR NOGUEIRA

30

JUNHO

20h00

D 0 M

CENTRO PAROQUIAL

SAO JOAO PAULO II 

 

Entrada Gratuita

Retire seu ingresso 1 hora antes do espetáculo

Roberto Ring Trio Solistas

SCHUBERT

RAVEL

 

ARARAQUARA

22

JUNHO

20h00

S A B

CENTRO INTERNACIONAL DE  CONVENÇÕES

Entrada Gratuita

Retire seu ingresso 1 hora antes do espetáculo

Regis Pasquier e Trio Solistas

SCHUMANN

MOZART

 

COSMÓPOLIS

02

JULHO

20h00

T E R

TEATRO DA ESCOLA

PAULO FREIRE

 

Entrada Gratuita

Retire seu ingresso 1 hora antes do espetáculo

Roberto Ring Trio Solistas

SOLISTA CONVIDADO

NEY

FIALKOW

Pianista

Bacharel em Música (Piano) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1988), graduação em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1982), Master of Music - New England Conservatory (1990) e Doctor of Musical Arts - Johns Hopkins University (1995).

 

Atualmente Ney Fialkow é professor titular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Música da UFRGS. Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Piano e Música de Câmera atuando principalmente nos seguintes temas: piano, performance musical, ensino de piano.

 

De 2010 a 2014 foi membro da Comissão de Música do ENADE. Desde 2008 Avaliador INEP de IES e de Curso de Música. Desde 2017 Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Mùsica da UFRGS.

TRIO SOLISTAS

PABLO

DE LEÓN 

Violino

HORACIO

SCHAEFER 

Viola

ROBERTO

RING

Violoncelo

Comemorando em 2019 dezoito anos de atividades, este time de peso do cenário da música clássica brasileira reúne o violinista Pablo de León (spalla da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo), o violista Horácio Schaefer (chefe do naipe das violas do Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo) e o violoncelista Roberto Ring.

 

Juntos desde 2001, o grupo já ultrapassou a incrível marca de mais de 600 concertos realizados no Brasil. Além disso o grupo representou a Brasil em concertos na Argentina e Chile, em concertos prestigiosos na Série Llao Llao no Alvear em Buenos Aires, no Festival Internacional de Ushuaia e na Fundação Beethoven de Santiago Já receberam convidados do mundo todo, entre eles os clarinetistas Antony Pay (Inglaterra), Michel Lethiec e Romain Guyot (França); os violinistas Ilya Gringolts (Rússia), Régis Pasquier (França), Hagai Shaham e Roy Shiloah (Israel), Isabelle van Keulen (Holanda), Cármelo de los Santos e Cláudio Cruz (Brasil), e os pianistas Roglit Ishay (Israel), Emmanuel Strosser, Cristian Budu (Brasil) entre outros.

 

Juntamente com o pianista francês Emmanuel Strosser gravaram arranjo de 1805 feito por Ferdinand Ries da Sinfonia Eroica de Beethoven.

WOLFGANG AMADEUS MOZART

Quarteto de piano nº2 em mi bemol maior, K 493

Allegro

Larghetto

Allegretto


 

ROBERT SCHUMANN

Quarteto para piano e cordas em mi bemol maior, Op. 47

Sostenuto Assai – Allegro ma non troppo

Scherzo – Molto Vivace

Andante cantábile

Finale – Vivace

PROGRAMA

 

MOZART & SCHUMANN

Irineu Franco Perpétuo é um tradutor e jornalista brasileiro especializado em literatura russa e em música clássica, sendo um dos principais colaboradores da Revista Concerto, além de importante entusiasta da literatura russa e da cultura musical clássica da cena paulistana.

POR

IRINEU FRANCO PERPETUO

Com um catálogo de quase mil obras em 31 anos de vida, o vienense Franz Schubert. (1797-1828) dominava a arte de reutilizar temas que se haviam mostrado especialmente eficientes. Algumas de suas obras instrumentais mais célebres – o Quarteto A Morte e a  Donzela, o Quinteto A Truta, a Fantasia Wanderer – estão baseadas em melodias de suas canções. E, no caso do Quarteto No 13, em lá menor, D. 804, Op. 29, estreado em 1824 pelo quarteto de cordas do violinista Ignaz Schuppanzigh (que fez a primeira audição de várias obras de Beethoven), a inspiração veio da música que ele compôs para uma peça teatral.

 

Rosamunde contava a história de uma princesa que foi criada como pastora, e tenta retomar o trono. De autoria de Helmina von Chézy (1783-1956), o texto original está perdido, mas não a trilha sonora que Schubert escreveu para a peça, que estreou em Viena, em 1823. O compositor gostou tanto do tema que escreveu para o terceiro entreato de Rosamunde que o empregou como base do segundo movimento do Quarteto D. 804 – e, mais tarde, voltaria a utilizá-lo no Improviso Op. 142 No 3, para piano solo. Não seria a única citação deste quarteto de cordas.

 

Prolífico compositor de lied (a canção alemã), Schubert faria ainda aparecer, no terceiro movimento da obra, um trecho de Die Götter Griechenlands (Os Deuses da Grécia), canção com texto de ninguém menos do que Friedrich Schiller (1759-1805), o célebre dramaturgo e poeta, autor dos versos do final da Nona Sinfonia, de Beethoven. Schubert, aqui, cita o trecho da canção que pergunta: Schöne Welt, wo bist du? (Belo mundo, onde você está?)

 

Se a questão é melancólica, a resposta parece se encerrar no próprio quarteto, materialização de um belo mundo sonoro.

 

Do ponto de vista da produtividade, o francês Maurice Ravel (1875-1937) pode ser considerado um antípoda de Schubert. Perfeccionista, Ravel deixou um catálogo relativamente pequeno, de obras polidas com cuidado de ourives, funcionando com a precisão de um relógio suíço (se, por parte de mãe, o compositor tinha ascendência basca, do lado paterno descendia de helvéticos). “A consciência nos leva a nos tornarmos bons artesãos”, declarou o próprio compositor, certa vez. “Meu objetivo, assim, é a perfeição técnica. Posso lutar incessantemente por esse objetivo, já que estou certo de jamais conseguir atingi-lo”.

 

Assim, Ravel escreveu “só” um quarteto de cordas – mas que quarteto!  Quantos compositores não dariam tudo para escrever um quarteto como esse único de Ravel?

 

Em forma “cíclica” (temas do primeiro movimento são reapresentados no último), e dedicado a seu professor de composição, Gabriel Fauré (1845-1924), o quarteto foi composto entre 1902 e 1903 – uma época em que o Ravel era membro dos Apaches, grupo de amigos que se uniam em torno de seu interesse pela música de Claude Debussy (1862-1918).

 

Assim, o quarteto de cordas de Debussy, escrito dez anos antes, é visto como uma influência essencial da obra análoga de Ravel. Ambos, com efeito, compartiham o aroma inequívoco da belle époque parisiense, e o desejo de se afastar dos modelos estabelecidos pela escola austro-germầnica.

 

O que os diferencia é a personalidade de cada compositor: aos 28 anos, Ravel já falava sua própria língua, e seu quarteto possui um sabor peculiar e inconfundível..

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