PROGRAMA

JOSEPH HAYDN

Trio com Piano nº 43 em dó maior Hob.XV: 27

FÉLIX MENDELSSOHN

Trio para piano e cordas nº 1 em ré menor Op.49

SOLISTAS

PABLO

DE LEÓN 

Violino

ROBERTO

RING

Violoncelo

Comemorando em 2019 dezoito anos de atividades, este time de peso do cenário da música clássica brasileira reúne o violinista Pablo de León (spalla da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo), o violista Horácio Schaefer (chefe do naipe das violas do Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo) e o violoncelista Roberto Ring.

 

Juntos desde 2001, o grupo já ultrapassou a incrível marca de mais de 600 concertos realizados no Brasil. Além disso o grupo representou a Brasil em concertos na Argentina e Chile, em concertos prestigiosos na Série Llao Llao no Alvear em Buenos Aires, no Festival Internacional de Ushuaia e na Fundação Beethoven de Santiago .

 

Já receberam convidados do mundo todo, entre eles os clarinetistas Antony Pay (Inglaterra), Michel Lethiec e Romain Guyot (França); os violinistas Ilya Gringolts (Rússia), Régis Pasquier (França), Hagai Shaham e Roy Shiloah (Israel), Isabelle van Keulen (Holanda), Cármelo de los Santos e Cláudio Cruz (Brasil), e os pianistas Roglit Ishay (Israel), Emmanuel Strosser, Cristian Budu (Brasil) entre outros. Juntamente com o pianista francês Emmanuel Strosser gravaram arranjo de 1805 feito por Ferdinand Ries da Sinfonia Eroica de Beethoven.

SOLISTA CONVIDADO

PABLO

ROSSI

Piano 

Pablo Rossi é o vencedor do 1º Concurso Nacional Nelson Freire para Novos Talentos Brasileiros, em 2003.


Conquistou seu primeiro prêmio aos sete anos de idade, no IV Concurso Jovens Intérpretes de Lages. Desde então, venceu também o Concurso Magda Tagliaferro (1998), Encuentro Internacional de Jóvenes Músicos (Córdoba/Argentina 2001) e o Concurso Internacional “Ciutat de Carlet” (Carlet/Espanha, 2002).


Atuou como solista frente à Orquestra de Câmara do Kremlin, Orquestra Sinfônica de Kirov, OSESP, Sinfônica Brasileira, Amazonas Filarmônica, OER, Orquestra Sinfônica da Bahia, do Paraná, do Sergipe, de Ribeirão Preto etc. Nos últimos anos, Pablo Rossi apresentou mais de vinte recitais nos Estados Unidos e em vários países da Europa e América Latina. 


Gravou seu primeiro CD aos 11 anos de idade, com obras de Chopin, Bartók, Schumann, Tchaikovsky, Rachmaninoff, Shostakovich e Nepomuceno. Em 2008 lançou o CD “Pablo Rossi – Live at Steinway Hall”, com obras de Mozart, Villa-Lobos, Prokofiev e Chopin – gravado ao vivo em Londres. 

 

Pablo estudou no Brasil sob orientação de Olga Kiun. É bacharel e mestre pelo Conservatório Tchaikovsky de Moscou, onde estudou com Elisso Virsaladze, com patrocínio do Governo do Estado de Santa Catarina e do empresário Roberto Baumgart.

 

Atualmente, Pablo vive em Bruxelas, Bélgica.

HAYDN & MENDELSSOHN

Irineu Franco Perpétuo é um tradutor e jornalista brasileiro especializado em literatura russa e em música clássica, sendo um dos principais colaboradores da Revista Concerto, além de importante entusiasta da literatura russa e da cultura musical clássica da cena paulistana.

POR

IRINEU FRANCO PERPETUO

 

Quando se divide a História da Música em períodos, a segunda metade do século XVIII costuma ser chamada de Classicismo. Uma época breve, porém importante, em que a hegemonia musical se desloca na forma e no espaço. No espaço, porque uma arte até então vista como essencialmente italiana (basta ver os nomes italianos que até hoje são usados em sua nomenclatura) é apropriada por compositores de origem germânica, vivendo em torno da capital austríaca, Viena. E na forma porque o protagonismo da música vocal é desafiado pela ascensão da música instrumental. O período é conhecido como Classicismo justamente porque nele são criadas e consolidam-se as grandes formas que passarão a dominar a música instrumental: a sonata (a mãe de todas as formas), o quarteto de cordas, a sinfonia.

Um instrumento que começa a se destacar nesse período é o piano, que ganha a casa das pessoas e a preferência das salas de concerto. Com a ascensão dele, uma forma que se torna clássica na música de câmara é o trio com piano, no qual violino e violoncelo juntam-se ao instrumento de teclas. Aqui, como nas outras formas do Classicismo, o grande “pai fundador” é Joseph Haydn (1732-1809), que escreveu nada menos do que 45 obras no gênero. A respeito daquele que ouviremos hoje, o de No 43, em dó menor (Hob.XV. 27), Félix Mendelssohn (1809-1847) escreveu a sua irmã, Fanny: “As pessoas ficam espantadas como é que uma coisa tão bela possa existir, e no entanto foi impressa por Breitkopf & Härtel há muito tempo”.

Embora seja considerado um compositor do Romantismo, Mendelssohn era muito cioso do passado musical germânico. Foi ele, como regente, quem colocou a Paixão Segundo São Mateus, de Bach, no repertório, e praticava com respeito e reverência as formas herdadas do Classicismo vienense. Escrito em 1839, o Trio No 1 em ré menor é uma peça brilhante e virtuosística, que demonstra o pianista de primeira linha que Mendelssohn certamente foi. Ao resenhar a obra, Schumann colocou o compositor como legítimo herdeiro e continuador da tradição clássica: “É o trio mestre da nossa época, tal como o foram, na sua época, os de Beethoven em si bemol e em ré, e o de Franz Schubert em mi bemol”.

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