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CONCERTOS 2019

JOSEPH HAYDN

Trio com Piano nº 43 em dó maior Hob.XV: 27

FÉLIX MENDELSSOHN

Trio para piano e cordas nº 1 em ré menor Op.49

Irineu Franco Perpétuo é um tradutor e jornalista brasileiro especializado em literatura russa e em música clássica, sendo um dos principais colaboradores da Revista Concerto, além de importante entusiasta da literatura russa e da cultura musical clássica da cena paulistana.

POR

IRINEU FRANCO PERPETUO

 

Quando se divide a História da Música em períodos, a segunda metade do século XVIII costuma ser chamada de Classicismo. Uma época breve, porém importante, em que a hegemonia musical se desloca na forma e no espaço. No espaço, porque uma arte até então vista como essencialmente italiana (basta ver os nomes italianos que até hoje são usados em sua nomenclatura) é apropriada por compositores de origem germânica, vivendo em torno da capital austríaca, Viena. E na forma porque o protagonismo da música vocal é desafiado pela ascensão da música instrumental. O período é conhecido como Classicismo justamente porque nele são criadas e consolidam-se as grandes formas que passarão a dominar a música instrumental: a sonata (a mãe de todas as formas), o quarteto de cordas, a sinfonia.

Um instrumento que começa a se destacar nesse período é o piano, que ganha a casa das pessoas e a preferência das salas de concerto. Com a ascensão dele, uma forma que se torna clássica na música de câmara é o trio com piano, no qual violino e violoncelo juntam-se ao instrumento de teclas. Aqui, como nas outras formas do Classicismo, o grande “pai fundador” é Joseph Haydn (1732-1809), que escreveu nada menos do que 45 obras no gênero. A respeito daquele que ouviremos hoje, o de No 43, em dó menor (Hob.XV. 27), Félix Mendelssohn (1809-1847) escreveu a sua irmã, Fanny: “As pessoas ficam espantadas como é que uma coisa tão bela possa existir, e no entanto foi impressa por Breitkopf & Härtel há muito tempo”.

Embora seja considerado um compositor do Romantismo, Mendelssohn era muito cioso do passado musical germânico. Foi ele, como regente, quem colocou a Paixão Segundo São Mateus, de Bach, no repertório, e praticava com respeito e reverência as formas herdadas do Classicismo vienense. Escrito em 1839, o Trio No 1 em ré menor é uma peça brilhante e virtuosística, que demonstra o pianista de primeira linha que Mendelssohn certamente foi. Ao resenhar a obra, Schumann colocou o compositor como legítimo herdeiro e continuador da tradição clássica: “É o trio mestre da nossa época, tal como o foram, na sua época, os de Beethoven em si bemol e em ré, e o de Franz Schubert em mi bemol”.

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